Dicas para as festas de final de ano: O que vestir no Ano Novo e Natal?

Chega Outubro e as lojas começam a mudar as araras, dando lugar a coleção que vai dar entrada às festas mais esperadas do ano. Tecidos finos, brilhos não muito discretos, cortes retos e assimétricos, linhas retas e afins. As festas do mês de dezembro são as mais importantes e esperadas, e uma das maiores dúvidas nessa época é “o que vou vestir?”. Durante minha ida em lojas de departamento percebi que o investimento em alguns tipos de peças é carta marcada, pois todo ano ela vai estar ali à espera de alguém para comprá-la.

Na rua encontramos uma mistureba de inspirações, desde cores e cenários legais para fazer fotos, à estilos e pessoas extremamente cheias de informações para serem absorvidas. Minha andança é sempre muito boa, pois assim vou encontrando o que está, e o que não está em alta para desenvolver posts como este para você!!

Fiz uma enquete recentemente no meu Instagram (meu cabelo X o que vestir nas festas de fim de ano) e a segunda opção ganhou majoritariamente. E como o seu pedido é uma ordem, estou aqui desenvolvendo este texto para te dar as melhores sugestões do que está em alta, e o que você tem no seu guarda-roupas e pode usar…

A primeira coisa para escolher um look, é saber o local aonde a festa ocorrerá. Existe uma tradição muito grande em relação ao Natal, pois ele é uma época celebrada em família e pessoas especiais. Mas o Ano Novo fica reservado para passar com os amigos em festas cheias de dourado e branco, com champagne a vontade e um open food digno de aplausos. Por isso separei algumas inspirações.

  • Festa em família/trabalho:

Peças  brancas sempre estarão diretamente ligadas ao Natal e ao Ano Novo, principalmente à este último, pois o branco é uma cor que transmite paz, serenidade, entre outros… Existe a tradição de que durante a virada, a roupa que você está utilizando atrairá energias mediante a sua cor.. E quem não quer um ano cheio de energias boas e conquistas, não é mesmo?!

Saia e vestidos: As saias e os vestidos são sempre muito bem vindos nas celebrações. Donos de uma elegância e classe sem igual, trazem para essa data a beleza do corte diferenciado, do tecido fino e da cor que as resumem muito bem. Essas peças são, com certeza, escolhas sem erro.

Blusas com o corte moderno: As croppeds estão marcando presença no mercado há anos, e variações tem aparecido cada vez mais. Essas valorizam todos os tipos de corpo, se usadas de forma correta. Além dessas, blusas com cortes que valorizam os ombros e trazem sensualidade são belas opções para fazer do seu ano novo uma data mais fashion e elegante.

Mangas bufantes: Sempre que ouço falar/vejo essas belezuras lembro da realeza com as suas grandes mangas decoradas. Portanto, por mais simples que essa peça seja, ela estará compondo um look de forma bela e elegante, com suas nuances de realeza.


 

  • Festa com os amigos:

Calça Pantacourt/Alfaiataria: Essas voltaram ao seu auge a pouco tempo e já conseguiram fisgar o coração de muita gente. Seu design que alonga a silhueta e o conforto proporcionado por essa peça é motivo da escolha de muitos. Pensei na calça combinada com o top nº7 da foto ou com o nº2 metalizado. Look despojado e super cool!

Paetê: Este bate ponto em festas de final de ano, principalmente no ano novo, em sua versão dourada. O brilho está em alta, e a prova disso é a utilização contínua de strass em roupas em geral. Até um aplicativo para IOS foi criado para evidenciar o brilho dos acessórios e vestimentas, legal não é?! O nome do App é Kira Kira+.

Vinil: Eu apostaria muito nesse, sem dúvidas. Acho chic, cool e muito fácil de ser combinado. Além do mais, que look não fica muito mais interessante com o brilho do vinil… O efeito foi tão valorizado que até tendência em makes ele ganhou!

Beach Wear: Pensei nessas peças para combinar com as demais. As combinações que apostei foram de alfaiataria com esses biquínis. Acho que o contraste entre o sério e o descontraído é uma brincadeira muito interessante, e se feita de maneira correta, o resultado é um look mega hype (legal) e cheio de personalidade/estilo. Porque não tenta algo parecido? Pegue uma calça cintura alta de alfaiataria e arrase com um top de biquini… Eu faria com um dos 5 tops que escolhi e coloquei no post!!!

Kimono: Essa é uma peça de complementação de look, mas pode também ser a base dele. O Kimono pode ser usado de diversas maneiras e com diversos tipos de peças… Além disso, o tecido que escolhi valoriza 100% a transparência (em alta). Gosto de tecidos transparentes pela sensualidade que eles carregam, além de valorizar muito o corpo de quem usa….


 

Essas foram as minhas escolhas de looks para o final de ano. Fiz com base nas tendências que estão em alta e no meu gosto pessoal. Acho que o mais belo da moda é você poder brincar com todas as informações de uma forma harmônica e cheia de estilo. Espero ter ajudado! Boa sorte com a escolha de looks!

Peças retiradas da: Amaro Fashion, Flaminga Plus Size e Forever 21 Plus Size<3

Boas Festas!

Beijos e abraços, Lu.

Final de ano, nostalgia e autorrealizações

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Música indicada para escutar enquanto lê o texto! (Clique aqui para escutar)

Datas festivas definitivamente não são as minhas preferidas. Não sei lidar com toda essa carga de abandonar algo, ainda mais um ano que ainda não foi concluído, pelo menos para mim. É difícil pensar que independente de qualquer coisa, os dias, as horas e os minutos vão passar sem pensar nos seus planos, se eles estão em andamento ou se foram concluídos. Se alguém parar para pensar nisso, vai ver o quão injusto o tempo é conosco!

Esse ano passou extremamente rápido, de forma que nem consegui contar os dias e os meses. Isso me deixa inquieta. Mais uma vez vejo que não estou no controle. Que só estou vivendo. Mas não acho isso ruim, pois estou aprendendo a viver dentro dessas circunstâncias. Queria ter menos receio do novo, e acho que o que mais me incomoda em toda essa mudança, é o medo. Não sei nada do que me espera lá na frente. Não sei o que vou planejar, por mais que não goste de planos, e afins…

2017 veio carregado de bons sinais, segundo algumas religiões esse ano seria de realizações, deveríamos fazer pedidos para que eles se realizassem… Eu, particularmente, nunca começo com muitas esperanças, mas acabei tendo um ano incrível. Nele eu me realizei, pois criei esse projeto (o blog) imenso para mim. Ninguém sabe o quanto eu amo fazer isso que estou fazendo!!! Esse blog está sendo a minha maior forma de terapia, sabe?! Eu aprendi tanto com ele. Você também me ajudou, sabia? Eu amo conversar contigo!!!!!! Desabafo tudo que tenho trancado em meu peito. Uma das maiores barreiras que venci foi com a ajuda de vocês… Agora eu me amo mais, eu sou mais madura e mais independente!!!!

Tirei esse ano para encerrar ciclos e começar novos, e foi isso que eu fiz…. Sou uma pessoa diferente, não pareço mais quem eu era nos anos anteriores. Ontem em uma conversa que tive com a minha melhor amiga, me emocionei ao ver que tudo em nossas vidas mudou, fomos realmente para outros caminhos que nem pensávamos em traçar… Percebi o quanto amadurecemos, o quanto estamos nos tornando independentes. Fiquei assustada, mas acho que é necessário abrir os meus olhos quanto a isso! Muitos fatores fizeram com que eu me olhasse de diversos ângulos. Perdi pessoas que eu gostava muito, a distância afastou de mim pessoas que eu amo, quebrei muito a minha cara com amizades, me vi em situações que me tiraram a calma, chorei por motivos que não davam para serem ignorados.

Foi durante esse ano que minha família aceitou minha transexualidade. Agora sou eu. Me sinto completa. Acho que essa foi uma das maiores realizações que tive. Nunca me senti tão agradecida e segura em minha vida. Sei que ainda existem muitas coisas que precisam mudar, mas já fico muito feliz. Você não sabe o tamanho dessa vitória para mim, mas ela é o maior ponto que alcancei!

Tenho que agradecer a esse ano. Eu aprendi muito nele, acho que defini muitas coisas que eram apenas incógnitas em minha vida! Ele está acabando e estou entrando nesse período saudosista, sabe? Agora mesmo estou chorando! Já bateu a saudades. Sei que só é uma passagem, mas para mim é muito mais do que isso, estou caminhando para uma fase mais severa, mais responsabilidades estão surgindo, e preciso me preparar… Meu psicológico está em estado de alerta, ele quer me acordar para a realidade, e está conseguindo…. Preciso estar esperando mudanças, e de braços abertos. Você gosta de mudanças? Por que elas são boas para você?

Obrigada 2017, sua energia foi incrível e vai ser inesquecível para mim!!!! Espero que você tenha sido maravilhoso para outras pessoas, assim como foi para mim. Até mais!

 

Beijos e abraços, Lu!

Insatisfação corporal e o ganho de peso

Estou aqui reflexiva sobre vários assuntos que estão passando pela minha cabeça. Minha vida durante essa semana foi uma loucura, passei por uns apertos, dos quais,  graças a Deus consegui me livrar com destreza e agilidade. No final de semana, mais especificamente no sábado, encontrei uma amigona que estava sumidinha… sumidinha bem naquelas, sabe? A gente se encontra de pingadinho, uma hora aqui e outra ali, mas nunca paramos para conversar.

Não sei se cheguei a comentar com você. Estou em uma vibe de correr atrás das pessoas das quais me importo e, com ela não foi diferente, grudei no braço da mocinha e fomos caminhando pelas ruas de Campo Grande. Passeamos por diversos momentos de nossas vidas, mas logo cheguei em um ponto que considerava importante, a sua insatisfação que era bem visível. É difícil não estar se sentindo bem com algo que infelizmente você não pode mudar em um estalar de dedos, sabe? Eu, por exemplo, demoro para me acostumar com os monstros que a minha própria cabeça acaba criando para me assombrar (claro que por pressão social), mas acho que me viro bem…

Não sou mais de sofrer, mas vejo que a maioria das pessoas não sabem lidar com mudanças sobre as quais não têm controle. O ganho de peso, por exemplo, é um assunto que traz uma devastação mental, principalmente mulheres, que são cobradas o tempo inteiro… Muita gente acha que isso é mimi, mas a nossa autoestima pode interferir de ‘N’ maneiras no nosso dia a dia. Por exemplo, essa minha amiga sempre foi muito alegre, amava encher o feed do Instagram com fotos de lookinhos maneiros e coisas cotidianas que fazia. Sempre com uma exaltação pessoal característica, só que a sua presença diminuiu tanto na vida virtual, como na social, o que mais me preocupa. Isso aconteceu, pois seu corpo mudou, e ela não soube lidar com esse fato. A insegurança veio com uns quilos a mais e, isso mudou sua forma de se mostrar para o mundo. Um corpo que antes não tinha medo, hoje já não sente a tranquilidade que tinha. É engraçado como quando menos esperamos, algo vem e nos tira dos trilhos, né?! Mas é apenas uma questão de tempo para ver que não é um problema sair deles, pois aprendemos muito quando  não estamos na nossa zona de conforto…. Você só precisa saber ver as coisas de outra forma!

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Queria que minha amiga se enxergasse da forma como a enxergo. Creio que isso não seja nada fácil, pois ao entrar nesse looping sem fim, travamos um impasse interno no qual nós somos nosso próprio inimigo. Passa a ser difícil voltar a amar o próprio corpo depois que você passa a odiá-lo. Por isso é preciso o exercício diário da autoaceitação e do amor próprio.

Nosso corpo é a nossa fortaleza. Quando mente e corpo não estão em sintonia, tudo se desequilibra. Além da infelicidade interna, existe ainda a externa proporcionada pelas pessoas. Geralmente os outros reagem às nossas mudanças de forma grotesca, com comentários desnecessários e com uma carga de negatividade imensa. Não sei se o objetivo dessas pessoas é machucar, mas se for, pare, porque isso é destrutivo!!!!

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As oscilações no nosso peso são mais uma forma de aprendermos sobre o nosso corpo, de nos autoconhecer e entender nossas singularidades. Você tem que aprender que ele só vai estar bem se você estiver. Ele é uma maquina e você é quem o controla. Não deixe que nada faça com que essa maquina enferruje, ou tenha que ir para o concerto, pois só você manda nela. Exercite o seu amor próprio, pois assim nada poderá te atingir, ou se atingir, será apenas mais um motivo para você ter certeza do quão linda você é!!!!

PS: Ajude o seu próximo, mostre que ele é lindo em sua singularidade. E se você perceber que existe uma resistência quando o assunto for aceitação corporal, não toque nele, mas apresente nuances e gestos que leve a pessoa a se abrir e se auto-entender.

Beijos e abraços, Lu.

Preconceito e exclusão (LGBTTQ+)

As notícias sobre homofobia e transfobia na televisão e internet são frequentes, me assusto com o número de matérias que acabam saindo durante o dia. Se a violência com o meu semelhante já me assusta, pensar que aquilo poderia acontecer comigo me deixa em pânico. Acho que olhar de longe traz aquela velha sensação de “nunca vai acontecer comigo”, sabe? Mas o mais engraçado é que quando você menos espera, acontece. Nunca tinha sentido formas de violência e exclusão diretamente, mas já de forma indireta (olhares e afins) isso me machucava muito. O olhar de interrogação é o pior, pois não é legal se sentir uma incógnita, entende?  Não quero ser igual a todo mundo, não preciso me encaixar e, isso é óbvio, mas a sociedade sente essa necessidade de atribuir nomes.

Tenho me impressionado com o número de adeptos ao ódio que atinge milhares de LGBTTQ+’s. Navegando pela internet, principalmente no facebook, encontro pessoas com opiniões distorcidas e o ilusório direito de que podem opinar em vidas alheias. Vídeos de ideologias anti-homossexuais, anti-feminismo e afins têm tomado conta da minha timeline, e isso mostra o quanto as pessoas ao nosso redor estão com sede de permanecer parados no tempo. Muitos dizem que nós LGBTTQ+’s tentamos fazer que  a ‘família tradicional’ engula a “baixaria” que é ser alguém que vai contra os valores sociais, mas ser quem você é não é forma de opressão e imposição, muito pelo contrário… A forma de violência vem desses que têm o discurso do “estou sendo obrigado a engolir isso”, pois é desse grupo que geralmente parte o discurso de  ódio.

Bom, acabei sendo uma estatística, pois agora virei vítima de preconceito e exclusão. Estava com a minha mãe em um determinado local, aonde todos nos conhecem e tratam muito bem. Depois de um tempo vieram me falar que uma cliente simplesmente se recusou a ficar no mesmo ambiente que eu. Me senti mal? Sim, muito. Sabe aquela sensação de impotência frente a algo que você não pode fazer absolutamente nada? Então, esse foi um dos milhares de sentimentos que ficaram entalados na minha garganta. Eu ia agredir da mesma forma que fui agredida? Não, claro que não, nem atrás eu fui. Certas atitudes não merecem nem tentativa de resolução.

 

Quando você passa por uma situação extrema, aquilo marca seu  interior para sempre. Estranho não ter saída, né?! Eu acho… E simplesmente odeio o fato de não ter reação 😦

Acho que mostrar para as pessoas que o preconceito destrói é fundamental, mas isso vem de forma gradativa. Isso é um processo de ensinamentos, sabe? Entendo que existiram gerações anteriores que oprimiam e tinham como crime ir contra os princípios dos bons costumes e afins. O que muitos precisam enxergar é que esses tempos passaram, estamos caminhando rumo ao futuro e, a opressão que antes existia, estamos tentando banir ferozmente. É tóxico taxar e julgar o outro, os cidadãos tem de respeitar as diferenças…. Vamos viver em paz e em harmonia…

Se você é uma pessoa que vê no preconceito uma forma de repelir o que é estranho aos seus olhos, simplesmente pare, pois isso destrói vidas todos os dias. Muitas pessoas morrem pela sua opressão e pelo que você considera certo. O que a maioria das pessoas deveriam entender é que cada um possui uma opinião, um estilo de vida e uma natureza, e ninguém deveria tentar interferir em aspectos tão particulares de indivíduos específicos.

 

Pense muito bem e reflita,

Beijos e abraços, Lu.

Moda Plus Size: Blusa ombro a ombro

Segunda-feira (16/10). Nunca pensei que receberia os famigerados “mimos”. Amo ver no instagram das influencers o que vem de novo, e a felicidade delas, mas não conseguia sentir realmente o que era aquilo.

Nesse dia eu fui surpreendida. Uma loja de Curitiba chamada ‘Mabela Curvy Size’ me contatou para dizer que gostava  muito do meu trabalho. Logo após o elogio, uma proposta surgiu, a qual amei e aceitei. Parecia que não era real. Acho que o reconhecimento é muito importante para incentivar qualquer um a continuar um trabalho. E realmente, é muito trabalho.

Fiquei um pouco apreensiva durante o período de negociação e escolha de roupas para fotografar, mas isso foi apenas um sentimento passageiro. As meninas da loja me trataram muito bem e foram incríveis, o que me deixou mais tranquila.

A peça que escolhi foi uma blusa ciganinha. Sabe aquele decote que te deixa belíssima e valoriza seus ombros e bustos? Então, a escolhi justamente por trazer esse poder. Amo peças que tem um caimento perfeito e detalhes que fazem do meu corpo ainda mais atraente, que se utilizados da maneira certa, só contribuem para deixar minhas características corporais ainda mais harmônicas.

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Photo: Caroline Almeida
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Photo: Caroline Almeida
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Photo: Caroline Almeida

A blusa possui um elástico na parte inferior trazendo a liberdade de você poder regular a altura em que ela ficará em seu corpo, mostrando mais, ou menos pele. Na superior, a possibilidade de regulagem é percebida pelo cordãozinho com detalhes prata nas extremidades. Além disso, o tecido (que se parece muito com um crepe de seda), a estampa, os babados e detalhes trazem uma cara de primavera/verão muito bem definida à peça, passando uma ideia de frescor e conforto. O toque do tecido é muito agradável. Essa blusa é tamanho 48, ou seja, não falta variedade de numeração na loja (clique aqui para entrar no site). Você encontra ela em mais 2 cores, a salmão e a nude.

Me senti realmente muito acolhida e bem tratada pelas meninas da loja. E fiquei realizada por perceber que acreditam e gostam do meu trabalho. Obrigada, Mabela Curvy Size.

Me siga no instagram e veja minhas últimas atualizações <3: @lua.blog ❤ (fotos todos os dias)

Para saber mais sobre a loja e sobre as peças, visite o link: Mabela Curvy Size

Você já perdeu alguém que gostava muito?

Recentemente recebi uma notícia que me chocou. Estava na aula e um amigo ligou para me contar que uma amiga, que já não era tão próxima, tinha morrido. Cara, nunca tinha perdido amigos, e sempre pensei que seria tranquilo, que saberia lidar com isso, mas foi tudo muito diferente.

É raro começarmos amizades pensando que elas vão acabar, mas mais ainda pensando que algo de pior aconteceria. Quase ninguém tem uma conformidade com a morte, e o que mais machuca, é a incerteza “será que ela está bem agora? será que a sua dor melhorou?”. O desconhecido traz muito medo, pois aqui na terra tudo é tão certeiro, exigimos certeza quase 100% do tempo, pois assim aprendemos da nossa infância até a vida adulta.

Quando alguém te pega de surpresa com uma notícia muito ruim, existe ainda um tempo para digerir aquilo, entender o que aconteceu e ter reação, sabe? A primeira vez que perdi alguém importante pra mim foi nesse ano, 2017. Minha tia nasceu com deficiências sérias e sobreviveu até os 50 e poucos anos. Sempre estive muito presente em sua vida. Sua morte foi no início do ano, e foi realmente uma surpresa. Por mais que ela já estivesse debilitada, nunca esperaria com certeza que ela partiria, até que aconteceu. E no final desse ano não foi muito diferente. Quando fiquei sabendo do ocorrido com a minha amiga, fiquei sem reação, depois senti um vázio e este começou a escorrer pelos meus olhos em forma de lágrimas. Choro muito raramente, mas foi inevitável, principalmente ao lembrar do jeito meigo…. fica saudades!

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Sabe uma coisa que acho extremamente ridículo em nós seres humanos? A forma como demonstramos carinho. Nós não demonstramos o bastante. Não aproveitamos completamente cada momento e, só quando perdemos, percebemos o quanto poderia ter sido melhor. Outra coisa que me deixa sem reação é o sentimento de impotência, conhece? Aquele do “eu não sabia o que estava acontecendo”/”eu poderia ter ajudado”…

Acho também que o ato de “tentar entender” e “colocar-se” (ser altruísta) no lugar do outro é fundamental… é fácil falar, eu sei, mas pelo menos o tentar, é preciso. Quando você está em uma situação em que não entende, em que não sabe o porque aconteceu e sobre a qual você não tem o controle, o desespero vem, o despreparo aparece e tudo vira de cabeça para baixo, é normal. Por isso é tão importante procurar ter altruísmo, compaixão, não julgar o outro (o que muitas pessoas fazem logo após acontecer uma tragédia) e tentar, ao máximo, entender. Pelo menos comigo é assim, essa foi a melhor forma para eu lidar com situações que me pegam despreparada (situações sérias).

Gostaria de aproveitar mais os momentos e as pessoas. Não queria que certos aspectos passassem despercebidos. Desejo ser uma pessoa mais perceptiva, com mais compaixão. Quero enxergar as dificuldades das pessoas e poder ajudá-las de uma melhor forma. As vezes por tão pouco brigamos, paramos de falar e/ou transformamos uma relação que  antes era ótima em nada. É muito importante saber que tudo é incerto nessa vida, relações, pessoas, sentimentos e afins. E o que está lá, hoje, não te garante que vai continuar no mesmo lugar/da mesma forma como deixou. Tudo é volátil. Não se sinta impotente e permaneça nesse sentimento, vá atrás e veja o que pode ser melhorado. Não digo isso apenas para você, mas principalmente para mim… Acho que gravar isso em meu blog/diário faz com que vire um mantra na minha vida.

PS: O CVV funciona como um canal de prevenção ao suicídio. Pessoas que pensam em tirar a própria vida podem fazer contato pelo telefone, pelo número 141, e-mail ou Skype, e até pessoalmente. Os voluntários estão dispostos a ouvir e o sigilo é garantido.

 

Beijos e abraços, Lu.

#MoverFashion: Desfile Laboratorial UNIDERP; Art Intervenção – Genivaldo Amorim stylist Luiz Gugliatto.

Domingo (22/10). Infelizmente já é o último dia. Eu sinto falta de me sentir perto da moda e esse evento foi o mais perto que consegui chegar de uma moda conceitual, de um desfile embasado na arte. Aproveitei muito esses três dias de Mover Fashion, pois durante os talk shows aprendi sobre moda e comunicação com o público. Interessante, não acha? E sim, a moda é uma forma de se comunicar, até fiz um post sobre isso lá no comecinho do blog!!

Nesse último dia estive presente no desfile laboratorial da UNIDERP e na Art Intervenção do Genivaldo Amorim em parceria com o stylist Luiz Gugliatto.

Durante o laboratório da UNIDERP me surpreendi com poucos estilistas… Não sei se porque falta singularidade, uma identidade, ou um tipo de segurança que a própria faculdade deveria garantir para o aluno. Poucas peças tiveram um acabamento legal, um caimento interessante ou um design caprichado. Eu sei que para desenvolver peças com um bom tecido, com um corte bem feito e com um caimento perfeito exige um estudo muito aguçado e investimentos pesados. Em meio a tantos estilistas, me surpreendi com um que desenvolveu vestidos de festa. Suas peças possuíam movimento, presença e um visual de qualidade, sabe?! Amei… Não consegui tirar fotos, só gravei uns vídeos belíssimos, mas infelizmente não consigo postar aqui no wordpress 😦

Estou me perguntando se minhas críticas foram duras, se acabei pegando pesado no gatilho…. Mas cheguei a conclusão que não, pois meu objetivo é ser construtiva, é mostrar a minha opinião através do meu blog afim de ajudar. Acho que isso que me da tanta liberdade, saber que essa página é minha e ter autonomia para postar meus textos opinativos. Estava lá, vi muitos modelos de roupas e percebi que eles precisam ser aperfeiçoados… não existe nenhum equívoco aqui, certo?!

 “Bicho de corpo mole, mas de pele boa”

O corpo, que atravessa grande parte da produção de Genivaldo Amorim, se manifesta nas mais diversas linguagens como desenho, pintura, escultura e instalações. Em “bicho de corpo mole, mas de pele boa”, o corpo atinge a camada da pele, de suas utilidades, das suas formas e visualidades e que através da pele vermelha sugere infinitas camadas significativas da cor: sangue? Amor? Violência?

Para além das camadas do significado, a pele do bicho se “presentifica” diante de um incomodo ético do artista com o universo da arte. Ao final de cada exposição, as peles vermelhas feitas de tecido são reconstruídas em objetos e roupas para o uso cotidiano na tentativa de torná-la mais acessível ao público. Fugindo de um utilitarismo, a pele boa ganha um ressignificado que faz o objeto artístico circular fora de circuito estabelecido e fechado da arte, rompendo com o espaço expositivo e com a dicotomia expectador-objeto. Se o corpo do bicho era mole, agora com a pele boa ela se sustenta.


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Fiquei sem palavras quando o desfile de Art intervenção começou. As peças falavam por si só… a pele do bicho de corpo mole parecia transmitir uma certa agitação aos meus olhos, não sei, senti algo diferente. Amei a disposição das peças, o desenho e afins. Fiquei completamente encantada!!!! Acho que essas camadas significativas ficaram embaralhadas na minha mente e foi isso que me fez ficar com essa sensação de agitação/confusão mental… Uma hipótese e tanto, não?! Aplaudi em pé… Mas roupas com uma carga signicativa tão grande, aliadas à um styling incrível não têm erro, não é mesmo?! Fiquei muito emocionada com o conceito e tenho certeza que esse foi o desfile certo para fechar o evento com chave de platina!

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Só peço que a próxima temporada seja tão boa ou até melhor que essa!!! Espero que você tenha se deliciado com esse evento, assim como me deliciei, e que tenha gostado da cobertura que fiz aqui no blog…. ❤

Beijos e abraços, Lu.