#StayYellow: Lugar seguro.

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fonte: Pinterest

Meus amigos amam tirar sarro de mim por ser ‘viciada’ em internet. Como se ninguém fosse hoje em dia, mas isso eu não jogo na cara deles. Eu sou muito ativa nas redes sociais e isso não é novidade pra ninguém, então acaba que eu sou taxada como a digital influencer do meu rolê, o que eu acho muito engraçado. Hoje em dia qualquer pessoa é considerada uma digital influencer. Pra você que não sabe o que esse termo significa, é quando a pessoa acaba influenciando outras pessoas a fazerem e pensarem coisas com base no que ela posta e com como ela se comporta nas suas redes sociais.

Pensar que eu posso ser do mesmo grupo que as Kardashians (hipérbole pura), é quase trágico na minha cabeça. A verdade é que eu só sou uma garota que gosta de conversar com muitas pessoas sobre coisas que eu gosto, e a internet me dá a oportunidade de fazer isso livremente, com pessoas que entendem o que eu quero dizer e que tem muito a me oferecer. Acabo fazendo muitos amigos desse jeito, o que aconteceu muito esse ano. Garotas que tinham amor pela maquiagem e aconteciam de ter o mesmo senso de humor e mesmos gostos do que eu se tornaram amigas íntimas, e eu devo muito a internet por isso.

Essa vibe de ser ‘viciada’ em redes sociais começou mais esse ano, depois que eu descobri o poder dos grupos fechados do Facebook. É o tipo de rodinha que você entra e não quer mais sair, principalmente quando o assunto é algo que você sempre quer comentar com alguém, mas não existe alguém para conversar sobre. Era uma modinha que eu desconhecia até então. Lugares obscuros em que você deve respeitar regras de convivência. Querendo ou não, é uma sociedade igual a em que vivemos, mas que se reúnem por algum motivo, então não existe nada de liberdade pura, o que eu admiro.

Fiz parte de muitos grupos esse ano, e assim como amei e amo uns (um em particular), passei a detestar outros. Quando você tem dias ruins marcados no seu calendário, eles te fazem acordar para algumas coisas, e foi em um dia ruim que percebi que a exposição no qual eu me submetia dentro de um só servia para me prejudicar. Lá dentro, você acha que tá livre de julgamento ou perseguição de pessoas que não gostam de você. Dependendo do grupo, isso é real. Mas quando seus interesses mudam, ou o grupo muda, você se perde. Onde eu estava, existia muita gente que só pensava em deixar os outros pra baixo, principalmente depois de saber das suas fraquezas. Era algo tóxico, e que eu não queria mais na minha rotina. Diferente do mundo real, você tem a possibilidade de sair daquele lugar e não precisar mais conviver com aquilo em apenas um clique. Foi o que eu fiz.

Hoje eu só faço parte de um grupo, no caso, um grupo sobre maquiagens, e que foi responsável por fazer minha conta bancária zerar todo mês, e pela minha fama de blogueirinha. Lá dentro eu encontrei minha paixão atual, que é o mundo da beleza e da maquiagem. Lá, eu tenho um certo tipo de popularidade. Não vou dizer que sou a Regina George do lugar, até porque seria ruim, mas tenho muitas amigas e muitas pessoas com quem eu posso conversar, e que vão me ouvir.

As pessoas seguem conselhos meus e se lembram de mim. As pessoas me dão conselhos e dicas que me acompanham, falam de coisas que eu gosto e isso torna o convívio quase viciante. Você não quer sair de lá, principalmente quando tudo parece ruim, e só aquele lugar salva. Foi uma ótima válvula de escape para mim, que preciso lidar com tantas coisas dentro da minha cabeça, oriundas da minha realidade e que me sufocam no dia a dia. Lá, eu me acalmo, eu me divirto, eu me empolgo sobre a vida. Devo muito às pessoas que participam dele. São a minha família.

Parece um pouco exagerado falar assim. Pra falar a verdade, é exagerado. Mas quando se acha um lugar confortável e seguro para estar, você não quer se desfazer dele. Isso aconteceu comigo. Eu achei uma casinha dentro do meu computador, pra onde eu escapo quando as coisas vão de mal a pior, e onde eu sou muito bem-recebida. Não vejo nada de errado em querer se sentir bem, em querer um espaço para poder se dispersar das coisas que te sufocam e te desanimam. Qualquer espaço que faça isso e que não machuque outras pessoas, é um espaço válido. Espero que consiga achar um seu da mesma forma que eu achei.

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