Preconceito e exclusão (LGBTTQ+)

As notícias sobre homofobia e transfobia na televisão e internet são frequentes, me assusto com o número de matérias que acabam saindo durante o dia. Se a violência com o meu semelhante já me assusta, pensar que aquilo poderia acontecer comigo me deixa em pânico. Acho que olhar de longe traz aquela velha sensação de “nunca vai acontecer comigo”, sabe? Mas o mais engraçado é que quando você menos espera, acontece. Nunca tinha sentido formas de violência e exclusão diretamente, mas já de forma indireta (olhares e afins) isso me machucava muito. O olhar de interrogação é o pior, pois não é legal se sentir uma incógnita, entende?  Não quero ser igual a todo mundo, não preciso me encaixar e, isso é óbvio, mas a sociedade sente essa necessidade de atribuir nomes.

Tenho me impressionado com o número de adeptos ao ódio que atinge milhares de LGBTTQ+’s. Navegando pela internet, principalmente no facebook, encontro pessoas com opiniões distorcidas e o ilusório direito de que podem opinar em vidas alheias. Vídeos de ideologias anti-homossexuais, anti-feminismo e afins têm tomado conta da minha timeline, e isso mostra o quanto as pessoas ao nosso redor estão com sede de permanecer parados no tempo. Muitos dizem que nós LGBTTQ+’s tentamos fazer que  a ‘família tradicional’ engula a “baixaria” que é ser alguém que vai contra os valores sociais, mas ser quem você é não é forma de opressão e imposição, muito pelo contrário… A forma de violência vem desses que têm o discurso do “estou sendo obrigado a engolir isso”, pois é desse grupo que geralmente parte o discurso de  ódio.

Bom, acabei sendo uma estatística, pois agora virei vítima de preconceito e exclusão. Estava com a minha mãe em um determinado local, aonde todos nos conhecem e tratam muito bem. Depois de um tempo vieram me falar que uma cliente simplesmente se recusou a ficar no mesmo ambiente que eu. Me senti mal? Sim, muito. Sabe aquela sensação de impotência frente a algo que você não pode fazer absolutamente nada? Então, esse foi um dos milhares de sentimentos que ficaram entalados na minha garganta. Eu ia agredir da mesma forma que fui agredida? Não, claro que não, nem atrás eu fui. Certas atitudes não merecem nem tentativa de resolução.

 

Quando você passa por uma situação extrema, aquilo marca seu  interior para sempre. Estranho não ter saída, né?! Eu acho… E simplesmente odeio o fato de não ter reação 😦

Acho que mostrar para as pessoas que o preconceito destrói é fundamental, mas isso vem de forma gradativa. Isso é um processo de ensinamentos, sabe? Entendo que existiram gerações anteriores que oprimiam e tinham como crime ir contra os princípios dos bons costumes e afins. O que muitos precisam enxergar é que esses tempos passaram, estamos caminhando rumo ao futuro e, a opressão que antes existia, estamos tentando banir ferozmente. É tóxico taxar e julgar o outro, os cidadãos tem de respeitar as diferenças…. Vamos viver em paz e em harmonia…

Se você é uma pessoa que vê no preconceito uma forma de repelir o que é estranho aos seus olhos, simplesmente pare, pois isso destrói vidas todos os dias. Muitas pessoas morrem pela sua opressão e pelo que você considera certo. O que a maioria das pessoas deveriam entender é que cada um possui uma opinião, um estilo de vida e uma natureza, e ninguém deveria tentar interferir em aspectos tão particulares de indivíduos específicos.

 

Pense muito bem e reflita,

Beijos e abraços, Lu.

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