#MakingOf: Campanha de conscientização LGBTTQ+

Domingo (01/10). Nunca tinha participado de um editorial, e a oportunidade perfeita para isso surgiu no final do mês passado, quando a CEO da marca ‘Modernita’, Aline Arcângelo, me convidou para ser a mulher trans de sua campanha. Geralmente não cito nome de marcas por aqui e,  vocês sabem, mas faço isso para não ser injusta com o meu trabalho… Creio que fazer propaganda sem receber nada em troca é algo meio exploratório, sabe? E não quero ser explorada pelo meu próprio trabalho. Quando recebi o convite, fiquei com um pé atrás por ser algo sem retorno, sabe? Mas depois de muito pensar, vi que teria um retorno, e seria melhor do que dinheiro e números em redes sociais. Você já parou para pensar quantos LGBTTQ+’s (lébica, gay, travesti, transsexual, queer) morrem por ano? Em 2016, segundo o Grupo Gay da Bahia, as estatísticas eram de que a cada 25h um homossexual morria de forma violenta no Brasil e, hoje, a situação não é muito diferente. Por este motivo acabei me entregando e fazendo essa campanha maravilhosa.

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Gif retirado de Me salte

Toda a equipe se encontrou em um salão de beleza às 10h para que a movimentação começasse. A produção de maquiagem e cabelo estavam impecáveis, pois ótimos profissionais foram disponibilizados para dar a atenção necessária a cada modelo. A Maewe, maquiadora da marca, estava trabalhando as maquiagens que foram uma das atrações do editorial. Não vou falar muito sobre a produção, pois não quero estragar a surpresa.

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Produção das fotos da campanha.

Para explicar melhor todas as ideias, inspirações e objetivos, fiz algumas perguntinhas para a dona da marca:

O que te inspirou a fazer esta campanha?

A minha inspiração veio do dia a dia de amigos que sofrem preconceito, em sua maioria vindo dos familiares, fazendo com que muitos deles, por não se sentirem amados e aceitos, entrem em depressão e passem a tomar atitudes ruins consigo mesmos.

Segundo Aline, o objetivo da Campanha ‘We Are The Creators’ é conscientizar sobre a comunidade LGBTTQ+, pois essa comunidade existe, merece respeito e não precisa de cura (se relaciona a um caso que saiu recentemente no Brasil sobre a ‘cura gay’).

Como foi feita a escolha dos modelos?

Na campanha conto com a participação de duas Drag Queens (Ramonna e Lupita), um homem tans (Patrízio), uma mulher trans (Lu), um gay cis (Gabriel) e uma Lésbica (Ana). Procurei representar ao máximo todas as letras do LGBTTQ. É muito complicado conseguir pessoas para participar de um trabalho como este, pois existe o medo da exposição.

A locação para as fotos foi a rua, pois segundo a Aline, a rua é um local público, onde todos deveriam andar em segurança.

“O gafrite representa o urbano (na minha opinião), a rua, a liberdade de expressão. Ele representa tudo o que as pessoas precisam para viver suas vidas: LIBERDADE.” (Aline Arcângelo)

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Da esquerda para a direita: Gabriel, Lupita, Ramonna, Aline Arcângelo, Lu e Ana.

Eu amei a sensação de ter um dedinho em uma mobilização tão importante como essa. Afinal, estou inserida nesse grupo LGBTTQ+, então o mínimo que posso fazer é levantar a bandeira e sustentar os meus ideais. Assim que todas as fotos ficarem prontas, atualizo você com as novidades.

Beijos e abraços, Lu.

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