O teu 36 não me representa

Terça-feira (19/09). Hoje fiz uma coisa que não faço há anos, fui a um shopping center com a intenção de vasculhar lojas e ver novidades, até aí okay… visitei mundos que me encantaram, pois creio que cada um de nós tem marcas favoritas, não?! Entrei em uma loja ‘x’ e me impressionei com a falta de diversidade de numeração de roupas. Depois de tanto tempo sem sair para garimpar as novas coleções, me decepcionei. A pergunta que me fiz foi: “como uma loja brasileira não faz produtos para brasileiros?”. Me questionei isso, pois hoje grande parte da população é obesa ou tem sobrepeso.

Já parou para pensar quantas vezes você já se culpou por não entrar em uma peça de roupa, ou por não ter a barriga negativa? Grande parte dessa culpa vem também dessa falta de diversidade. Eu, por exemplo, sempre fui gorda, e o momento de ir às compras era um dos piores. Machuca provar roupas com a certeza de que elas não vão servir, e isso é culpa da nossa indústria da moda. Achei um absurdo uma calça número 36 não entrar em amiga que veste o número, pois a forma era menor, sabe? Para que colocam um número que não condiz com a roupa? Para pesar na consciência?

A falta de roupas plus-size fez com que houvesse um boom de moda para gordas aqui no Brasil. O ramo da moda plus-size acabou achando um feche de luz aonde antes só haviam peças de 36 a 40. Graças a Deus, né?! Agora não é mais preciso se matar para conseguir entrar naquela calça 44 que você tinha visto, pois nós temos um espaço dedicado, mas mesmo com este espaço, a moda plus size no mercado brasileiro ainda é muito ausente. Li uma matéria no blog Grandes Mulheres que dizia que a mulher gorda é muitas vezes esquecida, e eu realmente percebi isso, pois se quisesse comprar uma peça, não poderia pela ausência do tamanho que eu visto.

Esse fenômeno de exclusão traz problemas imensos para a maioria da população, mas poucos realmente enxergam isso. Um grande exemplo é o aumento nos distúrbios alimentares que muitas meninas desenvolvem por não ter um corpo ideal, ou muitas vezes por não se sentirem incluídas. É um problema mais sério do que o imaginado, e se não for barrado, só vai piorar. Abrace a diversidade e diversifique os tamanhos, modelos, estampas e afins. Inove e ajude a acabar com esse movimento de segregação corporal. Se vista, me vista, nos vista e não tente vestir a menor parte do Brasil (portadores de um manequim 36).

Beijos e abraços, Lu.

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