Desistência e frustração

Segunda-feira (28/08). É interessantíssimo como eu tenho o dom de deixar as coisas de lado. Simplesmente quando eu inicio uma nova atividade, todas as anteriores já são obsoletas e eu não quero continuá-las. Tenho vontade de persistir mais, de correr atrás de mais sonhos e de dar o meu máximo. Lembra que eu tinha dito em posts passados que ‘tento carregar o mundo nas costas’? Acho que isto culmina nessa vontade de desistir. Não tenho mais o mesmo entusiamo, as mesmas vontades… parece que simplesmente a maioria dos meus projetos de tornam descartáveis, sabe? Fico super mal, mas resisto.

Estou escrevendo aqui para você, mas principalmente para mim, pois creio que isso faz parte de se tornar adulto. O principal do amadurecer é aprender a lidar com frustrações, não é?! Acho que sim, mas poucas pessoas sabem. É muito triste se sentir impotente frente a algo ou alguma coisa, mas estou aprendendo com o tempo que é necessário aprender. Minha vida é ótima, mas são pontos específicos que me tiram do sério, que me deixam totalmente desnorteada e sem saber por onde começar, e principalmente terminar. Você acha simples lidar com o simples fato de crescer? Se tornar adulta (o)?! Eu não, e ainda estou me acostumando com a ideia de ter entrado neste mundo novo.

É difícil para mim imaginar que estou envelhecendo e me tornando uma pessoa com responsabilidades cada vez mais recorrentes, isso me sufoca. Quantas pessoas que estão passando os olhos por este texto se sentem sufocadas em seus trabalhos, compromissos, obrigações e afins? Creio que a maioria, né? É difícil se sentir 100% realizada com tudo. Por mais que me sinta encurralada, creio que a vida não seria a mesma sem desafios, pois nós somos movimentados por desafios, não somos? Vários questionamentos, mas eles são para nos ajudar a pensar um pouquinho mais sobre as dificuldades que encontramos perdidas por nossas vidas. São com os contratempos que aprendemos. São com eles que nos moldamos, vemos o que está certo ou errado, mas mesmo assim, ainda abaixamos nossa cabeça e lamentamos quando não conseguimos algo, eu sou assim pelo menos… soou até meio ingrata, né?! As vezes eu me julgo muito pela forma como resolvo alguns problemas, pois mais fujo do que acho soluções… tudo é um processo e percebo que isso vem mudando.

Após este texto eu mesma me questionei sobre o porque de desistir e acabei decidindo não jogar fora tudo aquilo que demorei para conquistar. Seguir em um caminho de espinhos é importante para me fortalecer, não quero fugir desse processo de amadurecimento. Só vou continuar seguindo minha vida e tentar aprender com as minhas dificuldades sem sofrer por elas!

Beijos e abraços, Lu.

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