O contraste entre a autoestima e a balança

Você já percebeu que quando alguém próximo ganha peso, o sentimento de tristeza e impotência é bem nítido? Eu mesma sempre senti que para a maioria das pessoas, o ganho de peso é um insulto. Por exemplo, você já viu uma pessoa que ao terminar um relacionamento deseja que o namorado (a) engorde, como se engordar fosse um castigo? Ou tratar o próximo (a) de forma pejorativa por ter sobrepeso?!

Desde criança eu sou gordinha, e comentários negativos estiveram sempre presentes durante o meu crescimento. Xingamentos eram diários seja por brincadeiras, seja como forma de ridicularizar. Estes marcaram a minha vida, pois acabei criando hábitos compulsivos relacionados ao controle das gordurinhas a mais. Meus dias são iniciados comigo em uma balança, não estou exagerando. Minha preocupação frequente é ter ganhado peso.

Tenho fases em que me sinto super bem com o meu corpo. Não sei se é um tipo de conformação, mas me sinto tranquila. Em outras épocas acordo correndo em direção à balança. Cada grama que sobe é como se fosse uma batalha perdida, pois depois de tanta luta e vontade reprimida, vejo 100g a mais. É frustrante.

Me pergunto se é correto me culpar por ter um corpo com medidas maiores do que as padrões. Não é correto esteticamente, mas creio que depois de tanto tempo convivendo em um lugar aonde as roupas são para corpos padrões e olhares são lançados para os que fogem do que é normal, acabei me condicionando à ideia do ‘corpo ideal’.

No momento eu estou em uma crise. Juro que o meu maior medo é ficar com as medidas cada vez maiores. Durante muito tempo de dieta, cerca de 4 meses, eu emagreci 20kg. A mudança estética foi percebida por muitos, mas eu acabei saindo da minha rotina de alimentação e me perdi. Continuo não comendo massas, doces e produtos ricos em açúcar, mas ainda tenho medo de voltar às calças número  54. Se o 40 já é temido, imagina o 54. Acho que tudo isso esta equivocado. As vezes me pego pensando que é errado eu voltar para este número, mas eu me corrijo, pois isso é condicionamento.

 

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Photo By Fernanda Sandoval
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Photo By Fernanda Sandoval
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Photo By Fernanda Sandoval

 

Não se deixe chegar a esse nível de paranoia. É muito melhor se sentir livre, sentir sua mente livre, pois quando sua mente é livre, você não se condena por nada. Não é errado usar 54, e quando eu escrevo isso aqui, estou gritando para o mundo o que sempre quis. Estou em crise, mas me sinto bem. Hoje visto 48/50, e creio que o que falta para a aceitação é descartar a opinião dos que criticam. Amar-se é fundamental. Eu juro. Tento todos os dias diferentes me amar de alguma forma, e geralmente as pessoas acham que é falta de modéstia, mas não, é falta de autoestima. Tento exercer essa minha falta a todo momento, pois, afinal, o que realmente importa é o que VOCÊ pensa sobre você, e sua segurança em relação a quem você é.

 

Beijos e abraços, Lu.

3 comentários em “O contraste entre a autoestima e a balança

  1. Nunca fui de ter muitas neuras com isso, além das inseguranças “normais” até que sofri um ataque pela internet de uma mulher que listou tudo o que ela achava que estava errado em mim, desde minha atuação profissional, qualidade das minhas produções literárias até meu peso (ou sobrepeso)… Desde então fica essa pulguinha atrás da orelha o tempo todo. Sei que ela em si, não é “melhor do que eu” em nada do que citou nesse cyber ataque, exceto pelo número que a balança mostra, porque ela é consideravelmente mais magra.
    O irônico disso tudo, é que ela é mais magra porque teve uma doença grave que afetou o controle de peso e por mais que faça, não engorda e isso sempre foi algo que a incomodou profundamente… Mesmo que ela fosse elogiada por estar magra, se sentia mal, pois aquele corpo não a agradava e era um incômodo extremo para ela.
    Ainda assim, ela usou uma fraqueza gigante dela como argumento para atacar o que considera uma fraqueza minha.
    Que mundo doido esse que a gente vive, não é?
    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. No começo de 2015, o meu maior medo de começar um blog era a possibilidade de ser atacada e não poder reagir, sabe? Mas com o tempo eu fui me adaptando e aprendi a lidar com essas situações.
      Acho intrigante alguém que usa das próprias fraquezas para atacar alguém… na verdade acho até triste.
      Teu conteúdo é incrível, você é linda, e o que resta para você é seguir em frente, pois a opinião destrutiva não importa ❤
      Beijosssss!

      Curtir

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