Casaco oversized e boné

Sexta-feira (06/10). Sempre fui uma pessoa pouco maleável. Meu estilo era muito restrito, e sair do que eu considerava confortável era quase um crime. Gostava só do pretinho, pois além de emagrecer sempre foi uma peça chave. De uns tempos para cá eu entrei nessa vibe de me renovar e tentar coisa novas, sabe? E acabei aderindo muitas misturas em minha vida, como por exemplo músicas de vários estilos, gostos, tendências e afins. Creio que essa seja uma das melhores formas de aproveitar o que se deve aproveitar porque só assim cada um de nós deixamos nossos preconceitos e pré-julgamentos para vivermos conforme nossos gostos particulares. Não sei se você percebeu, mas ali em cima eu falei o “pretinho que emagrece”, ou seja, a minha preocupação não era comigo, mas sim com ‘como as pessoas vão me enxergar’.

Acho que essa roupa foi um rompimento de alguns paradigmas pra mim, pois passei por cima de muitas coisas que eu não considerava normal e acabei transformando toda essa estranheza em algo que me fez bem. Me senti linda com cada peça que escolhi. Esse casaco composto por ‘megalogomarcas’ é a peça que fez o meu look.

As logos gigantes foram tendência muito forte no começo do ano e ainda persistem nas combinações de muitos amantes por moda.

O bege, o preto e o verde militar do boné formaram uma ótima composição, que eu amo. É muito raro eu usar boné, pois não me agrado muito com a minha aparência quando uso, mas dessa vez achei que não podia faltar o acessório porque ele trouxe um toque mais cool para a minha roupitcha… O sapato perfeito para combinar com as peças foi um creeper que além de proteger do frio, é super lindo, mas nem um pouco confortável (por burrice minha, veja neste post).

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Essa blusinha com a gola tipo “gargantilha” também está sendo muito usada. Além dela ter um ótimo caimento, fica linda com peças variadas, vale a pena investir.

E mais uma vez um lookinho para o frio, pois como já disse inúmeras vezes, aqui no meu estado o tempo é incerto… Espero que tenham gostado ❤

 

Beijos e abraços, Lu.

#CG/Canadá: Despedidas e amadurecimento 

Se você é novo por aqui, dê uma olhadinha no meu primeiro texto: Clique Aqui

Parte 2:

Julho chegou e começaram as despedidas.

Apesar do estresse, eu queria curtir ao máximo todos os lugares que eu gosto na companhia da minha família e amigos. Era comida boa, cerveja e risadas, todas as noites (e, às vezes, dias), em especial na última semana. Eu devo ter ganhado uns 20481058 kg, mas nem liguei, só queria ser feliz. Nós éramos muito próximos das nossas famílias e amigos, era difícil entender que aqueles seriam os últimos momentos ao vivo por pelo menos um ou dois anos…

Chegou o dia da viagem (UFA!… sqn). Toda a nossa família no aeroporto, foi lindo. Cada abraço apertado e lágrima derramada tiveram mais significado que mil palavras. Saindo de Campo Grande dia 24/07, aproximadamente às 11h15, levamos exatas 24h em trânsito até chegarmos no nosso Airbnb aqui em Montréal. Eu não tinha passado bem durante o voo, fiquei com febre e muita dor de garganta – acho que todo o estresse, cansaço, dieta pesada e bebedeira que fizeram parte da minha rotina em julho finalmente bateram. Chegamos aqui já no dia 25, 09h30 da manhã, dormimos o dia todo, nos levantamos umas 18h e saímos para conhecer a cidade. E QUE CIDADE.

Montréal é incrível. Aqui coabitam pessoas de todo o  mundo, o nível de liberdade pessoal é uma delícia de se ver! Apesar das diferentes culturas, no geral todos se respeitam; pouco se importam com o que/como você se veste… a aceitação e o nível de preconceito são muito menores que os que vivenciei ai no BR. Por favor, não me entendam mal, não estou desfazendo do nosso país – até mesmo porque nem tudo por aqui são flores, como em qualquer outro lugar onde habitam seres humanos. Eu amo meu Brasil, amo ser brasileira e tenho sim orgulho disso, mas é evidente que nós temos muitas mudanças a implementar por aí… aprender com o outro é sempre bom. De toda forma, não vou me prender a isso agora, deixemos esse assunto para outras oportunidades.

Às vezes é difícil entender que mudar de país significa muito mais do que simplesmente dizer que mora no exterior e alterar sua residência atual no facebook. Você precisa pensar em muitas coisas que, em geral, não passam pela cabeça, o que vai desde a pesquisa para adesão a um novo plano e número de celular, a aprender a fazer coisas que você nunca tinha feito na vida como alugar um imóvel sozinha (sem auxílio de um adulto porquê, no caso, você é o adulto), mobiliar sua casa (com, de preferência, o menor budget possível), contratar seguro de saúde, aprender a viver em outra língua…

Acontece que no verão os dias por aqui rendem muito, já que só anoitece umas 20h30/21h. Aliando isso ao fato de que há vários parques, transporte público que funciona e muitos eventos culturais gratuitos (em especial porque em 2017 eles comemoram os 375 anos de Montréal), foi muito tentador turistar sem pensar no amanhã, como se estivesse de férias por tempo indefinido – ou ao menos até o final do verão… Como nem tudo é alegria, apesar de estar apaixonada pela cidade e querer curti-la ao máximo, não demorou muito para o Irving (meu marido) me dar aquela chamada no pé do ouvido e me lembrar que não, nós não estávamos aqui para turistar, o buraco era beeem mais embaixo. E que bom que eu tenho esse realismo dele para me ajudar a colocar os pés no chão, né não?! Porque, se deixar…

Bye bye, Summer! See you next year ☀️✨

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Marché Jean-Talon
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Marché Jean-Talon
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Marché Jean-Talon
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Marché Jean-Talon
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Village Gay
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Village Gay- Kamehameha
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Jarry Park

De volta a realidade, a maior barreira para mim é que Montréal está situada na Província de Quebec, por aqui há duas línguas predominantes o inglês e o francês – sendo esta a mais falada. Nós conseguíamos nos virar bem com nosso inglês, que era de nível avançado, só faltando o toque da fluência. Já o francês… nos nossos quatro meses intensivos de aulas em grupo e particular aí em CG (Campo Grande/MS) com nossos professores (Luciano e Gustavo, que são incríveis btw), nós adquirimos uma boa base sobre a aprendizagem da língua e de suas regras, mas ainda não tínhamos vocabulário suficiente para travar conversas.

É claro que você até consegue viver por aqui somente com o inglês, mas caso seu desejo seja realmente “se inserir” na sociedade quebecois, é imprescindível aprender francês. Até mesmo as vagas de emprego ficam bastante restritas caso você não domine o francês. Além disso, eu também me forço a aprender a língua porque entendo que se eu vim morar no país deles, numa província francófona, não faço mais que a minha obrigação em aprender a viver conforme a cultura Qebecois… para mim, isso é também uma questão de respeito, sabe?!

Lembra quando eu disse que eu não tinha vocabulário suficiente para travar conversas em francês? Pois bem, mesmo sabendo disso, nós precisávamos buscar algum apartamento para alugar e, por isso, fizemos VÁRIAS ligações, sendo muitas delas em francês – imagine só o desastre kkkkk nem todos aqui falam inglês, em especial as pessoas mais velhas. Foi perrengue? Foi! Mas gerou muitas boas risadas.

Mas, mesmo o inglês… alguém aí que faz cursinho já teve alguma aula sobre vocabulário ou conversas de academia? E sobre como entrar em contato com a companhia de energia elétrica? Quais produtos de limpeza utilizar e coisa e tal? Essas são coisas que a gente só aprende com a “vivência”. Mas, eu não tô reclamando não! Acreditem se quiser, isso tudo é bom, MUITO BOM. Essas situações te forçam a sair da zona de conforto, afinal, se você não fizer, ninguém mais fará.

A despeito dos momentos de descontração, nós passamos por bastante estresse. Depois de muito andar pela cidade durante uma semana, encontramos um apartamento que, aparentemente, cobria nossas necessidades. Ele não é nada novo, tem as janelas velhas, piso não tão bonito e estava muito sujo. Eu definitivamente não me apaixonei por ele, mas nós tínhamos pressa, ele se enquadrava no nosso orçamento e não havia muitas opções disponíveis. Sabe aquela expressão “é o que tem pra hoje”? Pois é.

Pegamos nossas chaves no dia do aniversário da Lu, dia 1º/08. Dali para frente os afazeres eram: faxina pesada e mobiliar o apê. Tudo o mais rápido possível porque as aulas do Irving começariam em meados de agosto. Como eu disse, não estava tão satisfeita com a nossa escolha de apartamento… era tudo muito contrastante a tudo que eu tinha aí no Brasil, chegou a ser um pouco frustrante. O bom é que tão logo nós fomos comprando nossos móveis, e ele começou a tomar cara de “casa”. Não demorou muito para eu tomar meu apê como uma pequena porção de território brasileiro aqui em Montreal.

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Vista do apartamento

O que eu quero dizer com tudo isso? É muito simples: toda mudança tem nuances boas e ruins. Não deixe que as nuances baixas apaguem o brilho das coisas boas que te cercam; aprenda a lidar e a conviver com elas, logo menos a negatividade perde força e as coisas se ajeitam.

Hoje, eu posso dizer que tenho aqui uma felicidade que eu desconhecia quando morava por aí. Por quê? Porque aqui eu conheci uma nova Karoline, que é mais grata, compreensiva e esforçada; porque aqui eu sai da minha zona de conforto e aprendo a cada dia a correr atrás do que é meu; porque aqui eu e o Irving estamos ainda mais próximos e nos tornamos muito mais que marido e mulher, nós somos nossa única família em aproximadamente 8.000 km de distância.

Em resumo, eu estou feliz e, no geral, sou mais feliz por ter ultrapassado barreiras pessoais que eu desconhecia; por ter comigo um amor que me motiva; por ter a oportunidade de aprimorar meu inglês e desenvolver meu francês – tudo isso, enquanto convivo com pessoas incríveis! É claro que a saudade da família e amigos segue grande, mas isso faz parte do processo… #vidaquesegue

No final de tudo, creio que a melhor parte de tudo isso seja poder desenvolver minha independência e crescer ao lado da pessoa que eu amo… 🐿🍁

Até a próxima!

Beijos canadenses, Kah.

#StayYellow: Visita surpresa.

Os lençóis da minha cama se desprendem do colchão em ondas roxas e amassadas por baixo das minhas coxas. O sol ainda não me cutucou para dizer que o dia tinha começado, mas eu já sei. É a terceira vez que eu acordo só na passagem de ontem para hoje, e eu estou cansada. Me sinto assim com certa frequência, e que já saiu da categoria ‘comum’. Sei disso porque me espanta o pensamento de me sentir diferente de como eu me sinto. Não me lembro do que eu deveria ser normalmente. Eu não estou normal. O que acontece comigo não é normal. A minha cabeça não está normal. Estou longe de qualquer sinônimo dessa palavra, e isso não me causa mais reação alguma.

Pisco devagar. É como se uma multidão tivesse passado por cima de mim. Não só sobre o meu corpo levemente contraído na cama, mas da minha alma, triturando pedaço por pedaço as partes lúcidas do meu cérebro. E quando eu vejo, já estou há vinte minutos na mesma posição, encarando o mesmo ponto inexistente, com o mesmo pensamento em vista: o nada. Sentindo a mesma coisa: nada.

Eu sou nada. Eu sou tudo o que não me faz existir, tudo aquilo que me impede de ser alguém importante. É o que minha cabeça insiste em me dizer, em me convencer. Não existe nada que eu possa fazer para mudar. Minhas habilidades são nulas, meus sonhos são idiotas, e esse é o meu único destino. Deitada na cama, a sombra da madrugada me carregando como uma mãe desesperada para me jogar em algum lugar que não seja de sua responsabilidade. Porque ela já está indo embora, mas eu fico. Eu fico para enfrentar o que me espera, ou para ignorar, coisa que eu faço de melhor.

Meu futuro sofre um corte a cada suspiro sonolento que eu solto, a cada momento em que eu acordo assustada de uma soneca e me lembro que não tenho por que sair dali. E quando assimilo as coisas que deveria estar fazendo ao invés de fingir não existir, eu finalmente acordo. Com um soco invisível no estômago, apertando o meu botão vermelho.

Sinto tudo disparar ao mesmo tempo; meus batimentos, as glândulas de suor, as lágrimas sufocadas. Meu grito é tão silencioso quanto a doença que me atinge. E apesar de ter companhia em casa, me sinto sozinha. Apesar de meu celular apitar a cada dois minutos com uma mensagem nova, eu não quero falar com ninguém. Todas aquelas mensagens falam o que eu já sei. Elas me desgastam, exigem um lado meu que eu não tenho forças para entregar. O lado otimista, materno e altruísta. O único lado meu que eles aceitam, porque, por muito tempo, foi o único que eu admiti ter.

Desse jeito, por alguns minutos, eu me agarro ao meu desespero. Não quero estar em lugar algum, muito menos dentro de mim. Sinto o dia indo embora e eu ainda não tirei os pijamas. As pessoas se aprontam para viverem seus enredos, e eu permaneço estática, uma pedra próxima a rachar. Sei de onde isso vem, mas o motivo nunca foi óbvio, nem nunca será.

A depressão tem o controle da roleta do tempo da minha vida, e o sorteio escolhe qual o dia em que ela me fará uma visita. Eu costumava encará-la com a vizinha inconveniente que resolve tocar a campainha no horário do almoço de domingo, mas hoje sei que ela é um membro da família que vem passar alguns feriados comigo e resolve sempre fazer surpresa. Tive de aprender a prever quando ela viria, a recebê-la, e o mais difícil, a acalmá-la. E como todos os dias em que sou acometida com sua visita, é um processo; existe o momento de desânimo, o frenesi e, por fim, o acomodamento. Esse último é o que mais demora para me atingir. Ele só vem quando eu consigo me sentar e respirar fundo. E é o que eu faço.

Em um minuto de coragem, me ergo na cama e sento em sua beirada. Meu guarda-roupa me encara, eu o encaro de volta, quase podendo ouvi-lo estremecer em animação. Permaneço assim por um minuto e meio, até que fico em pé e me livro dos meus pijamas. Prendo meus cabelos com uma olhadela no espelho, rápida o suficiente para não ter acesso ao meu rosto exausto, e puxo a segunda gaveta do meio.

Todas as camisetas estão dobradas perfeitamente, e aquilo me acalma de forma irracional. Puxo a primeira para não desfazer o formato das outras, uma blusa cinza e larga, e jogo-a por cima do meu corpo. Empurro a porta para o lado, tendo acesso à outra parte do guarda-roupa, onde eu puxo um short largo e confortável. Visto-o rapidamente, e em um segundo desordenado, encaro o chão por baixo dos meus pés. Minhas obrigações diárias passam rapidamente pelos meus pensamentos, mas eu balanço a cabeça, afastando-as com dezenas de nãos murmurados para mim mesma.

Saio do quarto em passos silenciosos, flutuando pelo chão gelado. Não paro para reparar na claridade do dia ao abrir a porta da cozinha e sair para a varanda, e em um momento anestésico, encaro os rabos balançantes dos meus dois cachorros. Me abaixo e deixo que venham até mim, o que eles fazem assim que me veem soltar um sorriso involuntário.

E daquele jeito, sentada no chão da varanda, coçando as orelhas de cães e ouvindo suas respirações ofegantes e alegres, eu me acomodo. Acolho o meu lado debilitado, que procura por um lugar para se abrigar como um gato de rua em uma noite chuvosa, e que se afaga em mim de forma calorenta quando percebe que não exigirei nada que ele não possa fazer naquele dia. E assim, nós existimos.

Incertezas do futuro

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É engraçado entrar na vida adulta, né?! Tudo acontece em um piscar de olhos. Parece que não existe um processo de transição que separa a infância da adolescência, e a adolescência da vida adulta. Com 11 anos eu me lembro de não me preocupar muito com nada, apenas com os meus brinquedos tecnológicos que sempre foram pré-requisito para minha diversão, pois era uma criança muito sozinha. Planejava minha vida de uma forma extraordinária, com viagens, ótimos empregos e as melhores companhias. Por isso acho que acabei tendo medo do que o futuro tinha reservado para mim. Parece que quanto mais o tempo corria, mais os meus sonhos iam sendo esmagados pela imensidão das mudanças que ocorrem em nossas vidas. Isso é normal, e lidar com frustrações é quesito básico para viver em sociedade. Frustrações sempre vão estar presentes independente de qualquer coisa. Isso foi uma das coisas que aprendi amadurecendo.

Hawaii, EUA, Paris, Espanha, lembro até hoje que sonhava em viajar o mundo com as minhas melhores amigas, e o primeiro empecilho que vi nisso foi o dinheiro. PRECISO DE DINHEIRO. Quando você começa a amadurecer, percebe que o dinheiro é a moeda de troca para quase tudo, ou seja, se você não tem, ele se torna um fator limitante. Além disso, percebi que minhas melhores amigas foram se distanciando e sumindo, é claro que as verdadeiras estão muito bem guardadas, né?! Acho que isso é inevitável. Quando o colégio acaba, dificilmente as amizades vão continuar da mesma forma como eram. Tenho apenas uma que se permaneceu intacta. Mas mesmo assim, mais uma vez o tempo dissolveu um dos meus planos.

A vida adulta me trouxe preocupações que nem passavam pela minha cabeça. Contas de cartão de crédito, problemas na faculdade e afins, sabe?! Acho que é muito difícil se preparar para o futuro, pois não existe algo que já esteja traçado… Tudo pode virar de cabeça para baixo e mudar no meio do caminho. Da medo, só que com o tempo, você se acostuma.

O que me motivou a fazer esse desabafo foi uma conversa que tive ontem com uns amigos, e o que mais preocupa eles é o futuro, sabe?! O medo de não saber o que esperar, a incerteza do tempo, etc… Mas percebi que existe uma superficialidade em tudo isso porque o fato de envelhecer é inversamente proporcional a beleza conservada. Se olhar no espelho daqui uns anos vai ser um desafio, pelo menos para a maioria das pessoas. Alguns agarram as rugas e as aceitam, outros repugnam e fazem como pessoas que eu conheço que mascaram sua aparência se distanciando da verdade. É difícil aceitar que o tempo passa, não é?! Ver o envelhecimento chegando não é tarefa fácil. Eu sei que ainda estou nova, mas o tempo voa para mim, assim como para qualquer outra pessoa.

Por mais que eu me sinta perdida, e as vezes queira até parar para dar uma respirada, acho que estou no caminho certo, sabe?! Acredito que estou fazendo o correto, mas ainda assim, acabo sendo fisgada pela ansiedade de não saber o que esperar das incertezas do futuro. E você, sente medo do que te espera no futuro?

Beijos e abraços, Lu.

Inspirações de Lookinhos para o final de semana <3

Sexta-feira (06/10). Minhas roupas estavam acabando e convoquei minha mãe para irmos as compras. Amo muito aquelas lojinhas que com 100 reais você compra 25,000 peças de roupa, sabe? E fomos a procura de lookinhos novos. Sempre quando entro nessas lojas, começo a caçar nos cabides as roupas com melhor caimento, estamparia, patches, etc.. e no fim acabo fazendo uma boa reposição no meu guarda-roupas.

É raro eu fazer post de looks noturnos por aqui. Acho que durante a noite as fotos perdem a qualidade e o flash estraga todo o resultado da minha maquiagem, mas esses dias acabei pagando a minha língua. Era uma sexta e recebi um convite de uma amiga para sair, como ela não tem saído muito , nos encontramos para matar a saudade. Estava começando a bater uma frente fria aqui no estado, mas a vontade de usar a roupa nova era tão grande que coloquei um shortinho, um top, a blusa de tule e uma jaqueta. Me senti tão linda nesse dia. Não sei se já comentei por aqui, mas amo transparência, e os patches da blusa deram todo um toque para o meu lookinho, eu amei!

Eu sei o quanto é difícil achar roupas Plus Suze legais e que tenham o caimento perfeito. Só depois de muito tempo que comecei a ter a sorte de encontrar peças de tamanho grande que fazem a diferença. Esse dias uma seguidora me chamou na DM do Instagram para que eu a ajudasse a escolher uma roupa para um show ao qual ela vai, acabei prometendo a ela que faria um post, e aqui está ele!

Decidi procurar inspirações Plus Sizes para montar este post, mas depois de um tempo procurando, senti muita falta de conteúdo que me interessasse, fiquei frustrada. Não sei se é no meu Instagram que faltam blogueiras que trabalham o assunto ‘Plus’, ou se elas estão em falta na net… Mas no final de tudo acabei pegando, também, umas inspirações de blogueiras que são magras. Creio que assim como me inspiro nelas, você também pode tirar algo daqui!

Pessoas que cansam do rolê em 2h me add vamo siamá

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Toda trabalhada na sensualidade vampiresca da legging com transparência e bota.

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Uma batedora de cabelo 👸🏿 Só da foto dela aqui #Repost @andreapossamai ✨✨✨ ・・・

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Today's! ✨ thanks for the 📷 @marianne_theodorsen ❤️ #gisellafrancisca #stylehasnosize #fallweather #oslove

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Não fazem parte do Plus Size, mas têm um estilo incrível ❤

 

Cuidado comigo q eu sou bem loka #houseofvans

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😎

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Terceiro dia de @rockinrio começando! Hoje to toda de @soumanaca 🤘🏿🤘🏿 Bora?

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Geralmente monto minhas roupas me inspirando nessas beldades do Instagram. Acho que as redes sociais ajudam muito nesse negócio de ‘processo criativo’, sabe? Se você está com bloqueio produtivo basta procurar um perfil que trabalhe com o mesmo nicho que o seu e ver produções super criativas e inspiradoras. A internet é a melhor ferramenta de quem trabalha com a internet, sem dúvidas…

Se você quiser mais posts com inspirações, posso fazer toda semana… basta pedir, pois não vejo problema nenhum, muito pelo contrário, também me inspiro!

 

Beijos e abraços, Lu!

Lookinho estiloso e despojado

Quarta-feira (04/10). Uma amiga estava fazendo aniversário na terça, saímos e resolvemos, também, nos encontrar na quarta. Amo esses eventos part1 e part2, sabe?! Parece que nunca vai acabar, e nessa altura dos acontecimentos, o que eu mais quero é que o tempo pare. Hoje pensei que sairíamos novamente então me maquiei, coloquei um lookinho BAPHO e saí para arrasar. Estava friozinho, por isso decidi colocar essa jaquetinha abrigo que eu AMO.

Não sei se você lembra, mas esses dias eu fiz um post (clique aqui para ver) usando essa blusa e disse que ela é uma peça coringa em qualquer produção. A prova desta fala está aqui. Não tinha outra coisa para usar e coloquei esse casaco com um mix de 3 cores para dar um UP no meu look.

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Acabamos ficando em casa no final das contas e juro que foi a melhor opção. Conversamos muito, rimos e foi a melhor forma de colocarmos todo o assunto em dia, pois querendo ou não, depois de muito tempo sem conversar, a balada não é a melhor maneira para contar sobre intimidades e problemas, né?! A minha noite foi incrível de verdade.

Hoje você vai se esbaldar?! Se for, aposte nessa combinação de peças, pois é a reunião de conforto e estilo. Amo misturar estampas e cores. Isso deixa tudo com uma cara de “produção bem feita”. E aí, o que achou??? Quero a sua opinião ❤

Beijos e abraços, Lu.

#StayYellow: não importa o quão lento você for, contanto que você não pare

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Esses dias, a minha banda favorita lançou um EP com quatro músicas novas. Precisei me segurar por uma noite para não ouvi-las, porque sabia que ia ficar sem dormir caso resolvesse arriscar. A empolgação entra em meu corpo como uma injeção de ansiedade e adrenalina, e acaba tirando o meu sono. Por isso, aguentei até o dia seguinte para fazer o meu ritual sagrado. Queria um momento em que eu soubesse que não seria interrompida ou atormentada por ninguém, e que estivesse em paz, somente comigo mesma.

Paradoxalmente, esse momento foi dentro de um ônibus, com outros 30 jovens, às 06:35 da manhã, todos indo para o mesmo lugar: a faculdade. Poderia ser estranho, mas quando se consegue um assento no ônibus, ele se torna o melhor lugar do mundo para relaxar, e foi o que eu fiz. Coloquei meus fones de ouvido e apertei o play. No último volume, a batida melodramática, os rifles e a voz sofrida estavam longe de me serem estranhos. Aquele era um bom momento em meio a tantos outros ruins na minha vida, e eu me deliciava dele como uma criança se delicia com um sorvete de chocolate.

Esperei pelas mesmas letras obscuras sobre sofrimento, raiva e frustração. Tudo o que eu já estava acostumada vindo deles. Não foi muito diferente. Lindo, nos conformes, sem muitas mudanças drásticas. Era a minha banda favorita voltando para a minha vida no momento em que eu mais precisava. Principalmente se tratando de uma música.

Essa música contava a história de um garoto e de uma garota, ambos frustrados por estarem parados no tempo, sem terem para onde ir ou o que fazer. Estavam perdidos em sua própria vida, enquanto sabiam que poderiam ir longe pelo que acreditavam, mas o tempo e a velocidade das coisas a sua volta os desanimavam. Eles estavam atrasados. O refrão da música pedia para que eles parassem de se preocupar tanto com o tempo. Que tudo ia dar certo. Que nada iria faltar para eles.

“Honey’s just 22,

and she doesn’t know what to do.

So I tell her ‘Don’t cry. Can’t worry about time.'”

Era diferente de tudo o que eu já tinha ouvido daqueles garotos californianos no meio do cenário indie pop. Pela primeira vez, algo que até então servia para me distrair, estava servindo para me acalmar. Eu, uma garota de vinte anos, que sempre achou estar atrás em tudo o que fazia, perdendo todas as oportunidades que a vida dava, ou então não tendo nenhuma para correr atrás, e com medo de que nunca sairia do lugar. Eu, que sempre tive sonhos grandes, maiores do que a minha vontade de viver naquele mundo em que eu vivia, assombrando a minha cabeça enquanto eu olhava para a janela do ônibus e me imaginava em um cenário infinito, em um lugar perfeito. Eu, que sempre me culpei por não ser tão corajosa, que sempre achei que havia algo de errado com o jeito em que eu estava lidando com tudo.

Nós, jovens que vivemos nessa revolução descontrolada do tempo, tendo que aguentar uma carga de responsabilidade e amadurecimento as quais não possuímos. Tendo que se frustrar e adoecer por conta de um costume que não nos foi passado, e ainda precisando fazer isso durante a dita cuja ‘modernidade líquida’, em que tudo é passageiro, descartável e substituível, principalmente se tiverem erros. Nós somos descartáveis.

A verdade é que tudo em nós pode ser completamente descartável, mas nossos sonhos, não. Parece clichê, mas não existe outra maneira de dizer que há tempo. Vinte anos de idade, vinte e um, vinte e dois… acreditem ou não, nós mal tiramos a chupeta da boca. E se alguém tirou antes do que você, ótimo, isso também não quer dizer nada. As coisas boas vêm quando nós damos o nosso melhor para consegui-las. Não me entenda errado: dar o seu melhor não quer dizer ir contra o ponteiro do relógio. Quer dizer ir atrás do que você quer quando se está preparado, não fazendo apenas por fazer, apostando apenas por apostar. Por incrível que pareça, isso é um tiro no escuro.

Você é jovem. Você tem tempo. Você tem planos, sonhos, cenas perfeitas montadas em paletas de cores maravilhosas, e que podem sair de sua cabeça e aparecer bem em frente aos seus olhos. O segredo para isso é fazer as coisas com calma, se preparar, não balbuciar, não gaguejar, não estremecer. É sentir que está pronto. É acreditar no que você tem a oferecer, e não no que o mundo é capaz de te dar.

E quando você menos esperar, estará se olhando no espelho. Um sorriso no canto do rosto, os olhos brilhando em expectativa, e as palavras saindo de sua voz trêmula, formando as palavras sem que você perceba, em um suspiro:

“Tá na hora. Você consegue.”

A música é 24/7, do The Neighbourhood.